Resumos de pesquisa

Esta seção fornece resumos concisos dos artigos de pesquisa que fundamentam a plataforma de dados.


Publicação

Santos, L. L., Graciano, M. C., Araujo, J. C. L., Melo, D. P., & Martensen, A. C. (2023).Agronegócio e a busca por terra e água: uso do solo, irrigação e estrutura fundiária na Região do Alto Paranapanema – São Paulo.



Estudos Geográficos (UNESP)

Métodos, dados e pressupostos

  • Questões de pesquisa

    De que forma o avanço do agronegócio remodelou a apropriação de terras e água na região do Alto Paranapanema, considerando as mudanças no uso da terra, a expansão da irrigação e a estrutura fundiária?

  • Fontes de dados

    Dados cartográficos sobre o uso da terra e a irrigação por pivô central na bacia do Alto Paranapanema em diferentes períodos entre as décadas de 1980 e 2010, produzidos pelo Núcleo de Estudos em Ecologia Espacial e Desenvolvimento Sustentável (NEEDS).


    Dados sobre as mudanças no número de estabelecimentos de agricultura familiar na região do Alto Paranapanema entre 2006 e 2017, obtidos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


    Dados censitários do Projeto LU-PA (Censo de Unidades de Produção Agropecuária) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo e do Instituto de Economia Agropecuária.


  • Métodos

    Análise de dados cartográficos para avaliar as mudanças no uso da terra e a adoção da irrigação por pivô central na bacia do Alto Paranapanema.


    Elaboração de mapas para representar as mudanças no número de estabelecimentos de agricultura familiar na região.


    Integração e análise espacial dos índices de Gini de distribuição de terras calculados para os 44 municípios da região.


  • Principais resultados quantitativos

    Uso da terra: Entre 1987 e 2017, o uso da terra mudou drasticamente, com a expansão agrícola em áreas anteriormente dominadas por pastagens, que foram fortemente reduzidas.


    Expansão da irrigação: A área irrigada por pivôs centrais aumentou significativamente entre 1985 e 2017.


    Agricultura familiar: O número de estabelecimentos de agricultura familiar diminuiu em 31 dos 44 municípios entre 2006 e 2017.


    Concentração de terras: A maioria dos municípios apresentou níveis médios a altos de concentração de terras, com uma intensificação desse processo em cerca de 75% dos municípios entre 1995 e 2017.


  • Escala espacial e temporal

    Escala espacial: Bacia do Alto Paranapanema, com análise em nível municipal.


    Escala temporal: Mudanças a longo prazo, desde a década de 1980 até 2022, abrangendo a transição da irrigação mínima para a adoção generalizada.


Publicação

Nardy, JR, Duden, A., Martensen, AC, Henkens, K., Verweij, P., & Verburg, R. (2025).

O papel dos recursos, capacidades e percepções dos agricultores no reflorestamento e na cobertura florestal na Mata Atlântica.


Política de Uso da Terra, Volume 154, 2025

Métodos, dados e pressupostos

  • Questões de pesquisa

    Será que os recursos, as capacidades e/ou as percepções dos agricultores influenciam a cobertura florestal em propriedades rurais privadas e por meio de que vias essas associações ocorrem?

  • Fontes de dados

    Pesquisa quantitativa envolvendo 257 agricultores e suas propriedades.


    Coordenadas das propriedades rurais avaliadas na pesquisa


    Dados do CAR (Registro Ambiental Rural) do Sistema Nacional de Registro Ambiental Rural.


    Dados de uso da terra e cobertura florestal derivados de imagens geoespaciais do Sistema Ambiental de São Paulo (DataGEO) e Melo (2024)


  • Métodos

    Para estimar a associação entre as variáveis, foram realizadas regressões lineares múltiplas, para comparar as variáveis dentro dos modelos por meio dos coeficientes padronizados e entre os modelos pelo R² ajustado e pelo Critério de Informação de Akaike (AIC).

  • Principais resultados quantitativos

    Os efeitos de testar apenas as percepções positivas e negativas dos agricultores sobre a cobertura florestal são pequenos e não significativos, mas, em combinação com os recursos e capacidades dos agricultores, os modelos podem explicar até 36% da variação na cobertura florestal.


    A capacidade de "inclinação", como indicador de adequação à produção, e o recurso "tamanho da fazenda", como indicador de capital disponível, sempre apresentaram uma associação positiva elevada com a cobertura florestal nos modelos que excluíam e incluíam as percepções dos agricultores.


  • Escala espacial e temporal

    Escala espacial: Bacia do Alto Paranapanema, com análise em nível municipal.


    Escala temporal: Mudanças a longo prazo, desde a década de 1980 até 2022, abrangendo a transição da irrigação mínima para a adoção generalizada.


Publicação

Duden, AS, Verweij, PA, Martensen, AC e Verburg, RW (2025).


Fatores que impulsionam o reflorestamento em diferentes setores de uso da terra no Estado de São Paulo


Brasil. Política de Uso do Solo, Volume 150, 2025

Métodos, dados e pressupostos

  • Questões de pesquisa

    Quais são os fatores determinantes da mudança na área florestal em diferentes setores de uso da terra (agricultura, silvicultura e pecuária) na Mata Atlântica do estado de São Paulo?

  • Fontes de dados

    Revisão da literatura para identificar os potenciais impulsionadores e fatores facilitadores do reflorestamento em nível de paisagem.


    Os dados sobre os potenciais fatores impulsionadores e facilitadores foram obtidos a partir de conjuntos de dados em nível municipal e dados estatísticos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil.


    Dados de uso do solo do MapBiomas para a Mata Atlântica entre 1990 e 2020, com resolução espacial de 30 m.


  • Métodos

    Classificação dos potenciais impulsionadores e fatores facilitadores do reflorestamento em nível de paisagem, incluindo:

    • Fatores de produção relacionados a atributos humanos, econômicos e naturais;
    • Condições socioeconômicas;
    • Condições agrícolas;
    • Condições florestais.

    Identificação da dinâmica florestal anual, incluindo as transições de uso da terra para e a partir da floresta (desmatamento e reflorestamento, respectivamente).


    Modelos de regressão linear múltipla para identificar quais combinações de fatores determinantes e facilitadores estão estatisticamente associadas ao desmatamento e reflorestamento cumulativos, e para avaliar se esses fatores determinantes e facilitadores diferem para o reflorestamento que ocorre em antigas terras agrícolas (agricultura), pastagens (pecuária) ou florestas plantadas (silvicultura).


  • Principais resultados quantitativos

    • O reflorestamento é mais provável em paisagens heterogêneas com agricultura mista e uso da terra de baixa intensidade (pastagens), e menos provável em áreas dominadas pela produção de culturas comerciais.
    • O reflorestamento em terras agrícolas mistas, que representa 77% dos eventos de reflorestamento, está fortemente ligado à trajetória da política florestal.
    • O reflorestamento em pastagens é mais comum em municípios com menor produto interno bruto (PIB) e maiores taxas de analfabetismo, e também está associado ao cumprimento da legislação, sendo maior em áreas com maiores déficits de Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reservas Legais.
  • Escala espacial e temporal

    Escala espacial: Análise abrangente que engloba 369 municípios da região da Mata Atlântica do estado de São Paulo.


    Escala temporal: Padrões contemporâneos de perda de habitat com base em conjuntos de dados recentes sobre cobertura do solo.



Publicação

Ribeiro, MC, Metzger, JP, Martensen, AC, Ponzoni, FJ, & Hirota, MM (2009).


Mata Atlântica brasileira: quanto resta e como está distribuída a floresta remanescente?


Conservação Biológica

Métodos, dados e pressupostos

  • Questões de pesquisa

    Que área da Mata Atlântica ainda existe e como essa floresta está distribuída espacialmente?

  • Fontes de dados

    Dados de cobertura florestal derivados de um mapa de vegetação da Mata Atlântica produzido pela SOS Mata Atlântica e pelo INPE.


    O mapa foi gerado através da interpretação visual de imagens de satélite TM/Landsat-5 e CCD/CBERS-2 de 2005.


  • Métodos

    A análise focou em cinco métricas de configuração da paisagem: tamanho do fragmento, área da borda, conectividade, isolamento e distância de áreas protegidas.

  • Principais resultados quantitativos

    • A cobertura florestal remanescente representa aproximadamente 11% a 16% da Mata Atlântica original.
    • Mais de 80% dos fragmentos florestais têm menos de 50 hectares.
    • Quase metade da floresta remanescente está a menos de 100 m da borda.
    • A distância média entre os fragmentos florestais é de aproximadamente 1.440 metros.
    • As reservas naturais protegem apenas 9% da floresta remanescente e 1% da floresta original.
  • Escala espacial e temporal

    Escala espacial: Mata Atlântica brasileira


    Escala temporal: Ano de 2005




Publicação

Ribeiro, MC, Martensen, AC, Metzger, JP, Scarano, FR, & Fortin, MJ (2011).


A Mata Atlântica brasileira: um ponto de biodiversidade em declínio.


Pontos críticos de biodiversidade: Distribuição e proteção de áreas prioritárias para conservação. Springer

Métodos, dados e pressupostos

  • Questões de pesquisa

    Qual é o estado atual do conhecimento sobre a biodiversidade da Mata Atlântica?


    Como a Mata Atlântica pode ser subdividida em sub-regiões biogeográficas?


    Qual a relação entre a distribuição florestal e as características topográficas?


    Quais são os potenciais de proteção, restauração e serviços ecossistêmicos da Mata Atlântica?

  • Fontes de dados

    Pesquisas publicadas por diversos grupos de pesquisa nas últimas décadas


    Dados biogeográficos sobre as sub-regiões da Mata Atlântica


    Dados históricos e atuais sobre a distribuição florestal

    Conjuntos de dados altitudinais e geomorfométricos


    Informações bioclimáticas do WorldClim e mapa de elevação


    Parâmetro de aspecto do terreno derivado de dados SRTM

  • Métodos

    Revisão da literatura e síntese do conhecimento sobre biodiversidade


    Análise biogeográfica para propor novas subdivisões sub-regionais.


    Análise espacial que relaciona a distribuição florestal com a altitude e a geomorfometria.


    Avaliação dos esforços de proteção, iniciativas de restauração e serviços ecossistêmicos

  • Escala espacial e temporal

    Localização espacial: Bioma Mata Atlântica completo (Brasil, estendendo-se até o Paraguai e a Argentina)


    Temporal: Histórica (distribuição original) até os dias atuais, com síntese de pesquisas das últimas décadas.


Publicação

Martensen, AC, Ribeiro, MC, Banks-Leite, C., Prado, PI, & Metzger, JP (2012).


Associações entre cobertura florestal, área de fragmento e conectividade com a riqueza e abundância de espécies de aves do sub-bosque neotropical.

Biologia da Conservação


Métodos, dados e pressupostos

  • Questões de pesquisa

    De que forma a quantidade e a configuração da paisagem afetam a riqueza e a abundância de espécies de aves do sub-bosque em paisagens fragmentadas? Esses efeitos variam ao longo de um gradiente de cobertura florestal e de acordo com a sensibilidade das espécies à fragmentação?

  • Fontes de dados

    Dados sobre a riqueza e abundância de espécies de aves do sub-bosque foram obtidos por meio de amostragem com redes de neblina em 53 fragmentos de Mata Atlântica no sudeste do Brasil.


    Imagens de satélite SPOT-5 de 2005 com resolução de 10 m e fotografias aéreas de 2000 com resolução de 5 m foram utilizadas para classificar a cobertura e o uso da terra.



  • Métodos

    Seleção de paisagens que representam a variação na cobertura florestal total, classificadas como baixa (10%), intermediária (30%) e alta (50%).


    Desenvolvimento de modelos estatísticos para investigar os efeitos da área do fragmento e da conectividade da paisagem sobre a riqueza e abundância de espécies.


    Desenvolvimento de modelos com diferentes combinações de variáveis de área e conectividade para avaliar se as respostas de riqueza e abundância à área e conectividade dos fragmentos variam entre as paisagens (ou seja, em diferentes quantidades de cobertura florestal).


    Seleção de modelos com base no Critério de Informação de Akaike (AIC).


  • Principais resultados quantitativos

    A riqueza de espécies foi significativamente maior em paisagens com 50% de cobertura florestal, superando em mais de 25% a observada em paisagens com 10% e 30% de cobertura florestal.


    Espécies altamente sensíveis à fragmentação foram de 3 a 4 vezes mais abundantes na paisagem com 50% de cobertura florestal do que nas paisagens com 10% e 30%, enquanto espécies menos sensíveis foram mais abundantes em paisagens com menor cobertura florestal.


    A importância relativa do tamanho do fragmento e da conectividade variou ao longo do gradiente de cobertura florestal.


    O tamanho dos fragmentos apresentou forte associação com a riqueza e abundância de espécies de aves em paisagens com 10% e 50% de cobertura florestal, enquanto a conectividade desempenhou um papel relativamente maior na paisagem com 30% de cobertura florestal.


    As respostas à área e à conectividade dos fragmentos variaram de acordo com a sensibilidade das espécies à conversão e fragmentação do habitat, indicando a ausência de um único limiar de fragmentação e destacando respostas dependentes do contexto e do grupo.


  • Escala espacial e temporal

    Escala espacial: Mata Atlântica do sudeste do Brasil.


    Escala temporal: Os dados foram coletados entre 2001 e 2006.




Publicação

Hasui, E. et al. (2024).


As populações de aves em diferentes áreas de distribuição respondem de forma distinta à perda e fragmentação do habitat.

Perspectivas em Ecologia e Conservação


Métodos, dados e pressupostos

  • Questões de pesquisa

    Será que as respostas das espécies de aves às mudanças de habitat variam de acordo com sua área de distribuição e a adequação ambiental local?

  • Fontes de dados

    Características biogeográficas e ecomorfológicas de aves obtidas a partir de bases de dados publicadas.


    Dados de abundância e ocorrência de 81 espécies de aves do banco de dados ATLANTIC BIRDS, com base em capturas com redes de neblina realizadas entre 1990 e 2017.


    Variáveis ambientais (clima, topografia, solo e vegetação) utilizadas para a modelagem da distribuição de espécies.


    Mapas de distribuição geográfica de aves da Mata Atlântica, utilizados para estimar a distância até os limites da área de distribuição das espécies.


    Dados sobre a estrutura da paisagem (cobertura florestal, fragmentação e conectividade) derivados de mapas globais baseados em imagens Landsat (resolução de 30 m).


    Dados históricos de cobertura florestal do MapBiomas (1990 – 2015).


  • Métodos

    A adequação ambiental das espécies foi estimada utilizando modelagem de distribuição de espécies.


    A distância das populações até os limites das áreas de distribuição das espécies foi calculada utilizando mapas de distribuição geográfica.


    A estrutura da paisagem em torno dos locais de amostragem foi caracterizada usando métricas de cobertura florestal, fragmentação e conectividade.


    As respostas das populações de aves às mudanças de habitat foram analisadas utilizando modelos de regressão mista.


    As espécies foram classificadas de acordo com seus padrões de sensibilidade à perda florestal, fragmentação e conectividade em suas áreas de distribuição.


    A influência das características das espécies nesses padrões de sensibilidade foi avaliada usando análise de componentes principais (PCA) e PERMANOVA.


  • Principais resultados quantitativos

    O estudo identificou quatro padrões de sensibilidade populacional à perda de habitat, fragmentação e conectividade ao longo das áreas de distribuição das espécies e gradientes de adequação ambiental: nenhum efeito da distribuição geográfica ou da adequação ambiental (21% das espécies), maior sensibilidade nas bordas geográficas ou baixa adequação (14%), menor sensibilidade em áreas centrais ou de melhor qualidade (11%) ou ambos os extremos correspondendo de forma semelhante (11%), com espécies não apresentando resposta às mudanças na paisagem (43%).


    Os padrões de sensibilidade não foram explicados pelas características das espécies.


  • Escala espacial e temporal

    Escala espacial: Análises amplas e multirregionais que abrangem as áreas de distribuição das espécies, incluindo zonas de transição como as interfaces entre a Mata Atlântica e o Cerrado.


    Escala temporal: Padrões contemporâneos de perda de habitat com base em conjuntos de dados recentes de cobertura do solo.




Publicação

Araújo, Júlio & Melo, Danielle & Fernandes, Patrick & Ferrari, Victoria & Melo, Stephany & Oliveira, Mariane & Martensen, Alexandre. (2021). 


Passivo ambiental das Áreas de Proteção Permanentes (APPs) ripárias do Sudoeste Paulista.


Estudos Geográficos


Métodos, dados e pressupostos

  • Questões de pesquisa

    Qual é o passivo ambiental de propriedades rurais no sudoeste de São Paulo cadastradas no Cadastro Ambiental Rural (CAR), considerando o tamanho da propriedade?


    Qual é a área de responsabilidade ambiental que ainda não está registrada no CAR?


    Que proporção das Áreas de Preservação Permanente (APPs) deve ser restaurada de acordo com o tamanho da propriedade?


  • Fontes de dados

    Dados cartográficos vetoriais sobre os limites das propriedades rurais obtidos no portal online do SICAR (Registro Nacional do Meio Ambiente Rural).


    Mapas de hidrografia, uso do solo e Áreas de Preservação Permanente (APPs) obtidos da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável, tendo como ano de referência o ano de 2013.


  • Métodos

    Classificação das propriedades rurais de acordo com a dimensão da propriedade, com base no número de módulos fiscais (MF).


    Utilização de dados cartográficos para identificar Áreas de Preservação Permanente (APPs) consolidadas e para calcular as áreas totais de responsabilidade ambiental e APPs.


    Consideração exclusiva dos APPs associados às margens dos corpos d'água, com base na classificação do tamanho da propriedade e nos requisitos legais para a recuperação de passivos ambientais em áreas consolidadas.


    Criação de zonas de amortecimento em torno de corpos d'água e nascentes, com larguras definidas de acordo com o tamanho da propriedade, resultando em quatro categorias de zonas de amortecimento. Essas zonas foram sobrepostas aos limites das propriedades correspondentes e aos mapas de uso do solo para identificar áreas de responsabilidade ambiental e áreas com vegetação nativa em conformidade ambiental.


    Desenvolvimento de três cenários analíticos:


    Cenário 1: Avaliação de 100% das áreas com CAR declarada e identificação da área total a ser restaurada.


    Cenário 2: Combinação do Cenário 1 com áreas sem CAR declarado, assumindo que todas essas áreas correspondem a propriedades menores que um módulo fiscal, com um requisito mínimo de restauração de APP (5 m).


    Cenário 3: Combinação do Cenário 1 com áreas sem CAR declarado, assumindo que todas essas áreas correspondem a propriedades maiores que 10 módulos fiscais, com um requisito máximo de restauração de APP (30 m).



  • Principais resultados quantitativos

    Os imóveis de grande porte representam 62% da área total analisada e registrada na CAR, enquanto os imóveis de médio porte representam 15%, os de pequeno porte 17% e os microimóveis apenas 6% da área total.


    A região sudoeste de São Paulo contém aproximadamente 155.065 hectares de Áreas de Preservação Permanente (APPs), das quais cerca de 47% estão degradadas. Os resultados dos cenários modelados variam de acordo com as premissas relativas ao tamanho dos imóveis sem cadastro no CAR; contudo, em todos os cenários, mais de 40% das áreas de APP necessitam de restauração.


    As grandes propriedades detêm a maior parte dos passivos ambientais relacionados à APP (Área de Proteção Ambiental). No entanto, embora as pequenas propriedades (menos de dois módulos fiscais) tenham uma área absoluta de APP a ser restaurada menor, elas apresentam uma quantidade proporcionalmente maior de áreas degradadas.


  • Escala espacial e temporal

    Escala espacial: Propriedades rurais cadastradas no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em 15 municípios do sudoeste de São Paulo.


    Escala temporal: Cenário atual com base em dados de 2020.




Publicação

Moraes, L.J.C.L. e outros. (2022).


Redescoberta da rara Phrynomedusa appendiculata.


Zootaxa, 5087


Métodos, dados e pressupostos

  • Questões de pesquisa

    O artigo tem como objetivo documentar a redescoberta de Phrynomedusa appendiculata em uma população reprodutora nas florestas do Planalto Atlântico do estado de São Paulo.

  • Fontes de dados e métodos

    Registros obtidos durante um levantamento de anfíbios realizado em diferentes habitats dentro de uma área protegida da Mata Atlântica no sul do estado de São Paulo.


    Dados morfológicos, acústicos e moleculares baseados em um espécime coletado em campo.


    A variação morfológica foi avaliada utilizando medidas morfométricas padrão e comparada com dados publicados e espécimes de museu.


    As relações filogenéticas foram inferidas usando sequências de DNA mitocondrial e nuclear geradas para as espécies e combinadas com sequências de bancos de dados públicos (GenBank).


  • Principais resultados quantitativos


    A maioria dos novos dados foi consistente com a variação previamente relatada para a espécie, com diferenças sutis interpretadas como variação intraespecífica.


    Este registro permitiu uma atualização da distribuição geográfica da espécie e forneceu a primeira inferência de suas relações filogenéticas com base em dados moleculares.


    A filogenia resultante corroborou a posição genérica e a distinção evolutiva de Phrynomedusa appendiculata, identificando-a como grupo irmão do clado P. marginata P. dryade.



Publicação

Hucke, ATS, et al. (2024).


Avaliação dos impactos das mudanças climáticas sobre a precipitação e a vazão dos rios na bacia do Alto Paranapanema, Brasil.


Revista sobre Água e Mudanças Climáticas



Métodos, dados e pressupostos

  • Questões de pesquisa

    De que forma se prevê que as alterações climáticas modifiquem os padrões de precipitação (quantidade, sazonalidade e variabilidade) na bacia do Alto Paranapanema, e quais as implicações para as condições hidrológicas na bacia?

  • Fontes de dados

    Registros históricos de precipitação de estações meteorológicas dentro e ao redor da Bacia do Alto Paranapanema.


    Resultados de modelos climáticos em escala reduzida representando cenários climáticos futuros.


    Dados espaciais em escala de bacia hidrográfica são usados para agregar e analisar padrões de precipitação em toda a bacia.

  • Métodos

    Análise estatística de séries temporais históricas de precipitação para estabelecer padrões sazonais de referência.


    Aplicação de projeções de mudanças climáticas para avaliar o comportamento futuro das chuvas.


    Comparação de períodos históricos e projetados para avaliação:

    • Mudanças nos totais de precipitação na estação chuvosa
    • Alterações na sazonalidade da precipitação
    • Mudanças na variabilidade interanual

    Agregação de resultados em toda a bacia para caracterizar as respostas da precipitação ao nível do sistema.

  • Principais resultados quantitativos

    A precipitação na estação chuvosa apresenta uma redução projetada de até ~40% em relação às médias históricas, de acordo com os cenários de mudanças climáticas.


    Os padrões de precipitação tornam-se mais irregulares, com maior variabilidade entre os anos.


    A redução é sazonalmente concentrada, afetando períodos críticos para a recarga hídrica, a agricultura e o funcionamento do ecossistema.

  • Escala espacial e temporal

    Spatial scale: Alto Paranapanema Basin (UGRHI-14), São Paulo State


    Escala temporal:

    • Linha de base histórica: registros pluviométricos multidecadal (século XX - início do século XXI)
    • Projeções futuras: cenários climáticos de meados ao final do século XXI (projeções baseadas em cenários, em vez de previsões determinísticas únicas)

Publicação

Produção e erosão de sedimentos


Boniolo, Vinícius Rainer (2025)


Impactos das Mudanças no Uso e Cobertura do Solo na Produção e Exportação de Sedimentos na Bacia Hidrográfica do Alto Paranapanema


UFSCar


Métodos, dados e pressupostos

  • Questões de pesquisa

    De que forma as mudanças no uso e cobertura da terra afetaram a produção e exportação de sedimentos na Bacia Superior do Paranapanema nas últimas décadas?


    Qual a relação entre a expansão agrícola, a suscetibilidade à erosão e a dinâmica dos sedimentos na bacia?


    Em que medida as práticas de restauração de áreas ribeirinhas e conservação do solo podem reduzir a produção e exportação de sedimentos em diferentes cenários de gestão?

  • Fontes de dados

    Mapas históricos de uso e cobertura da terra para a Bacia Superior do Paranapanema em 1987 e 2017.


    Dados espaciais sobre topografia, solos e suscetibilidade à erosão.


    Dados de entrada para modelagem hidrológica e de sedimentos representando as condições da bacia em diferentes cenários de gestão.

  • Métodos

    Análise estatística de séries temporais históricas de precipitação para estabelecer padrões sazonais de referência.


    Aplicação de projeções de mudanças climáticas para avaliar o comportamento futuro das chuvas.


    Comparação de períodos históricos e projetados para avaliação:

    • Mudanças nos totais de precipitação na estação chuvosa
    • Alterações na sazonalidade da precipitação
    • Mudanças na variabilidade interanual

    Agregação de resultados em toda a bacia para caracterizar as respostas da precipitação ao nível do sistema.

  • Principais resultados quantitativos

    A produção de sedimentos aumentou de 38,86 t ha⁻¹ ano⁻¹ em 1987 para 91,80 t ha⁻¹ ano⁻¹ em 2017, um aumento de 136,2%.


    A exportação de sedimentos aumentou de aproximadamente 1,37 t ha⁻¹ ano⁻¹ em 1987 para 4,1 t ha⁻¹ ano⁻¹ em 2017.


    A restauração das PPAs por si só reduziu a produção média de sedimentos para 42,69 t ha⁻¹ ano⁻¹, uma redução de mais de 50%.


    Somente as práticas de conservação reduziram a produção de sedimentos para 11,42 t ha⁻¹ ano⁻¹, uma redução de 87,6% em comparação com as condições atuais.


    A combinação de práticas de restauração e conservação da PPA reduziu a produção de sedimentos para 10,81 t/ha/ano.


    A exportação de sedimentos sob restauração da PPA diminuiu para 1,66 t/ha/ano, uma redução de aproximadamente 59,5%.


    A combinação de práticas de restauração e conservação da PPA reduziu a exportação de sedimentos para 0,378 t/ha/ano, o que corresponde a uma redução de aproximadamente 90,8%.


  • Escala espacial e temporal

    Escala espacial: Bacia do Alto Rio Paranapanema


    Escala temporal: Uso da terra e dinâmica de sedimentos avaliados para o período entre 1987 e 2017, com simulações de cenários representando futuros alternativos de gestão.